segunda-feira, 7 de outubro de 2024

"Sueca": Vejam o Resultado da Eleição em Portalegre em cada urna

Dizem que um candidato leva uma "sueca" quando perde a eleição em todas as urnas. Isso aconteceu (pelo menos das eleições que recordo) quando Careca venceu Euclides e quando Neto venceu Careca. Agora aconteceu novamente: José Augusto tornou-se o prefeito mais votado da história de Portalegre. Superou, inclusive, a votação de Euclides quando foi candidato único.

Pois bem, seguem os resultados da eleição de 2024 em Portalegre em todas as urnas.

Seção 001

15 MARCIO DA BICA

Votação
78

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
202

Seção 002

15 MARCIO DA BICA

Votação
72

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
201

Seção 003

15 MARCIO DA BICA

Votação
77

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
218

Seção 004

15 MARCIO DA BICA

Votação
77

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
203

Seção 005

15 MARCIO DA BICA

Votação
73

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
211

Seção 006

15 MARCIO DA BICA

Votação
83

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
197

Seção 007

15 MARCIO DA BICA

Votação
98

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
246

Seção 008

15 MARCIO DA BICA

Votação
115

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
231

Seção 009

15 MARCIO DA BICA

Votação
84

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
201

Seção 010

15 MARCIO DA BICA

Votação
93

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
204

Seção 011

15 MARCIO DA BICA

Votação
78

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
202

Seção 012

15 MARCIO DA BICA

Votação
85

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
208

Seção 013

15 MARCIO DA BICA

Votação
59

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
225

Seção 014

15 MARCIO DA BICA

Votação
74

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
204

Seção 032

15 MARCIO DA BICA

Votação
74

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
197

Seção 037

15 MARCIO DA BICA

Votação
94

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
198

Seção 038

15 MARCIO DA BICA

Votação
112

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
227

Seção 039

15 MARCIO DA BICA

Votação
111

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
240

Seção 040

15 MARCIO DA BICA

Votação
84

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
244

Seção 042

15 MARCIO DA BICA

Votação
79

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
257

RESULTADO GERAL

15 MARCIO DA BICA

Votação
1.700 (28,26%)

44 ZÉ AUGUSTO

Votação
4.316 (71,74%)

Viagem para eleições 2024 em Portalegre: Barulho, muito barulho!

Estava um pouco reticente, talvez até indisposto... para escrever aqui novamente, sobretudo sobre a cena política em Portalegre. Em razão disso, resolvi dividir com os poucos leitores que ainda tenho as impressões que tive da cidade nesses poucos dias (cheguei quinta e voltei domingo).

Convém esclarecer o que alguns poucos me perguntaram (relembrando os tempos em que eu me metia a realizar comentários sobre a política local)... o porquê de eu não postar esse tipo de conteúdo aqui... simples: Não estou morando em Portalegre e isso me impede de ter uma visão do que de fato acontece na cidade. Escrever sobre o que não se vive é um exercício fantasioso que eu não tenho a menor vocação para fazer. Quando escrevi sobre Portalegre, especialmente sobre a gestão e sobre a política local, tratava de impressões sobre o meu dia-a-dia, o que não consigo fazer hoje estando distante.

Voltando... a falar sobre esses poucos dias que estive na Serra... me espantou o quanto a cidade está, ou estava (não sei),  barulhenta... e não me refiro somente aos carros de som com músicas das campanhas à prefeitura. Eram muitos "sons de carro" ou mesmo aquelas caixas de som super potentes em frente às casas. Tive dificuldade de dormir em dois dos três dias em que estive em Portalegre. Parecia que tinha um "paredão" dentro do quarto.

Não sei se existe uma legislação específica sobe isso no âmbito municipal. Mas sei que existe a "perturbação do sossego", contravenção penal, cuja penalidade pode variar de prisão simples de 15 dias a três meses ou multa (a conferir se as sanções são essas mesmo). Fato é que falta fiscalização por parte das autoridades competentes.

Pode ser que a impressão que tive esteja distorcida em razão do período eleitoral... de fato os ânimos ficam mais exaltados nesse período. Mas, de todo modo, me entristeceu ver tão barulhenta a cidade que sempre me pareceu um refúgio de calmaria, paz, sossego.

Duvido que um turista busque Portalegre por barulho... Martins, nossa vizinha, já percebeu a vocação das serras para o turismo cultural, gastronômico. Me parece que nós ainda não despertamos pra isso. Quem tá lendo isso... por favor, não confunda lazer com turismo. Aquele pessoal que vem das cidades vizinhas para festas de rua como São João e outras, não são turistas (rs). Quem sobe de Pau dos Ferros para almoçar em um de nossos mirantes também não é, em regra, turista.

Enfim... a primeira grande impressão da serra não foi boa... por conta desse barulho todo. Talvez seja implicância minha, tenho mesmo problema com sons. Talvez saudade de quando o som alto era de Daniel Dias ouvindo Engenheiros do Hawaii. Não preciso nem dizer que o que se escuta hoje em dia, nem de longe, tem essa qualidade. 

Mudando de assunto... outra coisa que me preocupou foi a baixa vazão (não sei se esse é o termo correto) de água na Cachoeira do Pinga. Penso que, se não for contratado um estudo ambiental sério com vistas a recuperação e preservação das nascentes que afloram no Terminal Turístico da Bica, em breve podemos ficar sem água na Bica e sem a Cachoeira do Pinga. Existem fontes de financiamento federais ou mesmo recursos próprios do município que podem custear o estudo. No estado temos instituições sérias como UFRN, IFRN, UERN, UFERSA que podem auxiliar nisso.

Tava quase esquecendo de falar sobre o resultado das eleições... houve surpresa? Sim, pelo menos pra mim. Não pelos eleitos, mas pela enorme diferença entre a votação de José Augusto e a de Márcio. Mais de 2500 votos de maioria... foi a festa dos apostadores, entre eles o meu tio José Holanda. Eis os dados gerais:

Para Prefeito
  • José Augusto - 4.316 votos
  • Márcio - 1.700 votos

Vereadores Eleitos
  • Adalberto - 663
  • Dr Márcio - 625
  • Edson - 519
  • Paulo Andreaso - 474
  • Dornellis - 366
  • Temístocles - 338
  • Afrânio - 311
  • Toinho - 290
  • Adalberto Viana - 228

quinta-feira, 11 de abril de 2024

Entendendo o Ciclo de Políticas de Ball e Bowe na Educação

O modelo do ciclo de políticas de Stephen Ball e Richard Bowe é uma ferramenta analítica valiosa para compreender o processo complexo pelo qual as políticas educacionais são formuladas, implementadas e avaliadas. Este modelo oferece uma estrutura conceitual que ajuda a desvendar as diferentes etapas e interações envolvidas na elaboração e execução de políticas na esfera educacional.

Em sua essência, o ciclo de políticas de Ball e Bowe consiste em várias fases interconectadas. A primeira fase é a agenda, na qual determinados problemas ou questões educacionais são identificados como merecedores de atenção política. Isso pode ser impulsionado por fatores como pressões sociais, demandas da comunidade ou crises no sistema educacional.

Após a agenda, vem a fase de formulação de políticas, na qual os atores políticos, formuladores de políticas e especialistas educacionais colaboram para desenvolver propostas concretas para abordar os problemas identificados. Esta fase envolve debates, negociações e a elaboração de documentos formais que delineiam os objetivos, estratégias e recursos necessários para a implementação das políticas.

Em seguida, ocorre a fase de implementação, na qual as políticas formuladas são colocadas em prática no contexto educacional. Isso envolve a alocação de recursos, a capacitação de pessoal, a comunicação com as partes interessadas e a adaptação das escolas e sistemas educacionais para cumprir os requisitos das políticas.

Após a implementação, vem a fase de monitoramento e avaliação, na qual o progresso e os resultados das políticas são acompanhados e analisados. Isso pode incluir a coleta de dados, a realização de pesquisas e avaliações de impacto, e a revisão das políticas com base nos resultados obtidos.

O ciclo de políticas de Ball e Bowe reconhece que o processo de política educacional é dinâmico e iterativo, com as políticas sendo constantemente revisadas e ajustadas com base nas experiências e nos resultados alcançados. Isso significa que o ciclo não é necessariamente linear, mas sim um processo contínuo de aprendizado e adaptação.

Em suma, o modelo do ciclo de políticas de Ball e Bowe oferece uma estrutura útil para compreender a complexidade do processo de política educacional. Ao analisar as diferentes fases e interações envolvidas, os formuladores de políticas e os pesquisadores podem obter insights valiosos para promover políticas educacionais mais eficazes e impactantes.

A Dualidade da Organização: O Modelo Burocrático e o Tipo Ideal de Max Weber

A teoria da burocracia de Max Weber é um marco fundamental na compreensão das estruturas organizacionais modernas. Weber delineou meticulosamente um modelo de organização que buscava a eficiência e a racionalidade, fundamentado em regras, hierarquia e especialização. Esse modelo, embora muitas vezes criticado por sua rigidez, continua a ser uma referência importante para a análise das organizações contemporâneas.

Um dos conceitos centrais na teoria de Weber é o "tipo ideal", uma construção abstrata que representa a forma mais pura de uma determinada categoria. No caso da burocracia, o tipo ideal é uma organização caracterizada pela divisão de trabalho, hierarquia clara de autoridade, regras e regulamentos precisos e impessoalidade nas relações entre os membros.

A burocracia weberiana visa à eficiência através da racionalização dos processos e da padronização das operações. Isso significa que as decisões são tomadas com base em critérios objetivos e as ações são conduzidas de acordo com procedimentos predefinidos. Essa abordagem, embora possa parecer inflexível, proporciona uma estrutura sólida para a gestão organizacional.

No entanto, Weber reconheceu as limitações da burocracia, especialmente sua tendência à rigidez e à alienação dos funcionários. Ele alertou para o surgimento da "jaula de ferro", onde as pessoas se tornam prisioneiras das próprias regras e regulamentos que deveriam facilitar seu trabalho. Essa crítica levou Weber a desenvolver o conceito de tipo ideal como uma ferramenta para analisar e comparar diferentes formas de organização.

O tipo ideal não é uma descrição precisa da realidade, mas sim uma construção teórica que nos ajuda a entender as características essenciais de um determinado fenômeno. No caso da burocracia, o tipo ideal nos ajuda a identificar os elementos-chave que definem esse modelo de organização, permitindo-nos avaliar até que ponto as organizações reais se aproximam ou se afastam desse ideal.

Apesar de suas críticas à burocracia, Weber reconheceu que esse modelo de organização era inevitável em muitos contextos modernos. Ele argumentou que, embora a burocracia possa ser uma forma eficiente de organização, ela não é adequada para todos os fins. Em vez disso, Weber propôs que as organizações deveriam adotar o modelo que melhor se adequasse aos seus objetivos e circunstâncias específicas.

Assim, o tipo ideal de burocracia de Weber não deve ser visto como um modelo prescritivo, mas sim como uma ferramenta analítica que nos permite compreender as diferentes formas de organização. Ao reconhecer as vantagens e limitações da burocracia, podemos tomar decisões mais informadas sobre como estruturar e gerir as organizações de forma eficaz.

Em última análise, o modelo de burocracia e o tipo ideal proposto por Max Weber oferecem uma lente poderosa através da qual podemos analisar e compreender as complexidades das organizações modernas. Ao considerar tanto os princípios fundamentais da burocracia quanto as nuances do contexto organizacional, podemos desenvolver abordagens mais flexíveis e adaptáveis à gestão eficaz das organizações.

quarta-feira, 27 de março de 2024

Problemas em postos de gasolina em Pau dos Ferros (Dados de 2021)

Buscamos informações junto ao IPEM/RN através do E-SIC (Protocolo 10092021204045871), solicitando dados sobre as fiscalizações realizadas nos postos de gasolina na cidade de Pau dos Ferros/RN nos anos de 2019, 2020 e 2021.


O objetivo era obter transparência sobre as ações realizadas e eventuais irregularidades identificadas. A resposta do IPEM/RN revelou que, de fato, foram realizadas fiscalizações nos postos de combustíveis da região durante o período mencionado, mesmo diante dos desafios impostos pela pandemia de COVID-19.


No total, foram efetuadas fiscalizações em oito postos de combustíveis, abrangendo as verificações necessárias dos instrumentos, com aprovações e reprovações de acordo com os critérios estabelecidos. No entanto, em conformidade com a Lei de Acesso à Informação e normas do INMETRO, o IPEM/RN não pode divulgar os nomes dos estabelecimentos fiscalizados. Isso se dá em respeito à privacidade dos envolvidos e às diretrizes legais vigentes.


Um ponto relevante levantado na resposta é o procedimento adotado em casos de irregularidades identificadas. Quando uma irregularidade é constatada, o estabelecimento tem a oportunidade de se manifestar, sendo concedido um prazo para correção. Após esse período, são realizadas fiscalizações adicionais para verificar se as irregularidades foram sanadas.


No que diz respeito aos resultados das fiscalizações, foram inspecionados um total de 336 instrumentos na cidade de Pau dos Ferros, dos quais 304 foram aprovados e 32 foram reprovados. É importante ressaltar que, embora os resultados tenham sido apresentados de forma geral, sem a divulgação dos nomes dos estabelecimentos, o órgão reforça que ainda há a possibilidade de apresentação de defesa em casos de autuação administrativa, respeitando os direitos legais dos envolvidos.


Em suma, as informações fornecidas pelo IPEM/RN oferecem um panorama das fiscalizações realizadas nos postos de gasolina de Pau dos Ferros/RN. Conforme imagens abaixo:




Fique atento para mais atualizações sobre esse e outros assuntos relacionados à qualidade dos serviços em nossa região.

segunda-feira, 25 de março de 2024

Construção de Projetos Político-Pedagógicos: A Chave para o Desenvolvimento da Educação Municipal

 No cenário educacional brasileiro, a construção de um Projeto Político-Pedagógico (PPP) é essencial para o desenvolvimento da educação em âmbito municipal. Este documento serve como um guia estratégico que norteia as ações das escolas, estabelecendo objetivos, diretrizes e metodologias alinhadas aos princípios educacionais e às necessidades específicas da comunidade local.

As cidades brasileiras enfrentam diversos desafios no campo da educação, como a garantia de acesso universal, a melhoria da qualidade do ensino e a promoção da equidade. Para enfrentar tais desafios, é fundamental que haja um planejamento estratégico que envolva não apenas os gestores educacionais, mas também professores, alunos, pais e toda a comunidade.

O PPP é uma ferramenta fundamental para a gestão democrática e participativa da educação. Ele permite que a comunidade escolar reflita sobre sua realidade, identifique seus problemas e potencialidades, e estabeleça metas e ações concretas para alcançar uma educação de qualidade.

Contextualização Local: Cada município brasileiro possui suas próprias características sociais, culturais e econômicas. O PPP permite que as escolas se adequem a essas especificidades, garantindo uma educação mais contextualizada e relevante para os alunos.

Engajamento da Comunidade: Ao envolver todos os segmentos da comunidade escolar na elaboração e execução do PPP, cria-se um sentimento de pertencimento e responsabilidade compartilhada pela educação. Isso fortalece os laços entre escola e comunidade e aumenta o engajamento de todos os envolvidos no processo educativo.

Melhoria da Qualidade do Ensino: O PPP estabelece diretrizes claras para o planejamento e execução das atividades pedagógicas, favorecendo a melhoria da qualidade do ensino. Ao definir objetivos e estratégias de forma coletiva e participativa, as escolas podem identificar e corrigir suas deficiências, promovendo uma educação mais eficaz e inclusiva.

Promoção da Equidade: Por meio do PPP, é possível desenvolver ações afirmativas que visem reduzir as desigualdades educacionais, garantindo que todos os alunos tenham acesso a uma educação de qualidade, independentemente de sua origem social, étnico-racial ou econômica.

Apesar de sua importância, a construção e implementação do PPP enfrenta alguns desafios, como a falta de recursos financeiros, a resistência a mudanças e a necessidade de capacitação dos profissionais da educação. No entanto, é fundamental que os gestores municipais invistam na elaboração e execução do PPP, pois ele é um instrumento poderoso para transformar a realidade educacional de suas cidades.

A construção de um Projeto Político-Pedagógico é um passo fundamental para o desenvolvimento da educação no âmbito municipal das cidades brasileiras. Por meio desse documento, é possível promover uma educação mais contextualizada, participativa, inclusiva e de qualidade, garantindo o pleno desenvolvimento dos alunos e o fortalecimento da democracia e cidadania em nossa sociedade.

Evidente que o PPP deve apontar diretrizes para construção de processos avaliativos internos, para além das avaliações nacionais que já existem, que possam contribuir para a melhoria sustentada da educação municipal. A avaliação diagnóstica desempenha um papel crucial ao fornecer uma fotografia precisa do cenário educacional, permitindo identificar tanto os avanços quanto os retrocessos no ensino oferecido.

Ao realizar avaliações sistemáticas e abrangentes, as autoridades educacionais podem analisar o desempenho dos alunos em diversas áreas do conhecimento, identificar lacunas no aprendizado e entender as necessidades específicas de cada escola e comunidade.

Além disso, a avaliação diagnóstica fornece dados concretos que embasam a formulação de políticas e a implementação de estratégias pedagógicas mais eficazes, direcionando os esforços para onde são mais necessários e promovendo uma educação mais inclusiva e de qualidade para todos os alunos. 

A Teia Complexa da Educação: Professores, Alunos e Profecias Auto-Realizadoras

 A educação, em sua complexa teia de relações, é palco de um intrincado ballet entre professores e alunos. A interação entre ambos, moldada por expectativas e percepções, cria um ambiente fértil para o desenvolvimento e a aprendizagem. No entanto, dinâmicas de poder e vieses inconscientes podem influenciar essa interação, gerando o que se conhece como "profecia auto-realizadora".

Professores, como guias experientes, assumem a responsabilidade de conduzir seus alunos na jornada do conhecimento. Munidos de expectativas e crenças sobre o potencial de cada um, eles podem, sem intenção, influenciar o desempenho e a autopercepção dos alunos.

A interação seletiva na sala de aula é um reflexo dessa dinâmica. Professores, muitas vezes, tendem a dedicar mais atenção e tempo aos alunos que consideram mais aptos ou engajados, reforçando crenças e comportamentos preexistentes.

A "profecia auto-realizadora" se manifesta quando as expectativas do professor se tornam realidade, não por causa de habilidades ou talentos intrínsecos dos alunos, mas pela forma como são tratados e incentivados. Alunos rotulados como "difíceis" ou "sem potencial" podem internalizar essa crença, comprometendo seu desempenho e desmotivando-os.

Para romper com esse ciclo prejudicial, é fundamental que os professores se conscientizem dos seus próprios vieses e busquem construir relações mais justas e igualitárias com seus alunos. Criar um ambiente de acolhimento e valorização da individualidade é essencial para que todos os alunos se sintam desafiados e motivados a alcançar seu potencial máximo.

Ao reconhecer a importância da interação na sala de aula e combater a profecia auto-realizadora, podemos construir uma educação mais inclusiva e transformadora, onde cada aluno tenha a oportunidade de florescer e alcançar seus sonhos.

Lembre-se:

A relação entre professor e aluno é fundamental para o processo de aprendizagem.

Expectativas e percepções influenciam a interação em sala de aula.

A "profecia auto-realizadora" pode ter um impacto negativo no desempenho dos alunos.

É necessário que os professores se conscientizem dos seus próprios vieses e construam relações mais justas com seus alunos.

Uma educação mais inclusiva e transformadora é possível através da valorização da individualidade e do combate à profecia auto-realizadora