domingo, 24 de agosto de 2014

A mudança de Henrique é uma piada!

Querer acreditar que a candidatura de Henrique Alves representa mudança é brincadeira. A única mudança que talvez tenha sentido seria a de domicílio, já que o deputado se mudaria para Natal caso fosse eleito governador.

O que Henrique tem empreendido nessa campanha eleitoral não é só mais do mesmo, é atraso, retrocesso. Henrique tem conquistado apoio de lideranças em todo o RN, à ferro e fogo, em acordos que "sabe-se lá como foram feitos". Paciência, a história política potiguar não nos deixa esperançoso ao fazer qualquer análise, por mais simples que seja sobre esse assunto.

Mas vamos lá, baseado em que Henrique estaria encampando o discurso da mudança? Só pode ser na ignorância do eleitorado. Digo isso porque o grupo que hoje é liderado por Henrique, conta com quase todos os ex-governadores do RN que ainda estão vivos: José Agripino Maia (o do Rabo de Palha); Geraldo Melo; Garibaldi Alves e Wilma Maia.

Talvez o discurso de mudança esteja relacionado ao governo da Rosalba. Digo isso porque já sabemos que a memória do eleitorado é muito curta, a ponto de esquecer que Henrique (e todo seu partido, inclusive alguns secretários de estado) esteve presente no governo da Rosa até, praticamente, o último ano do mandato.

Tô falando: Essa mudança é de Brasília para Natal.

Li, confesso que não lembro a fonte, uma reportagem afirmando que Henrique estaria fechando "acordos" com os políticos e os outros candidatos com o povo. Pode até ser, mas não sei até que ponto nosso povo tem fechado acordo. Talvez essa seja uma boa eleição para vermos como anda o voto de cabresto no RN. Pelo que vejo não anda nada fraco, mas esperemos as urnas para ver o resultado.

Me alegra ao menos saber que, no andar da carruagem, a candidata de origem realmente popular, Fátima Bezerra deve passar o rodo em dona Wilma Maia que, agora, talvez por considerar os eleitores tão burros quando Henrique, encampa a luta pelo passe livre. Só perguntaria a dona Wilma Maia por que não instituiu quando prefeita de Natal e governadora do RN?

O que posso dizer, acerca do meu posicionamento nessas eleições, é que tem mais gente perdendo meu voto de vez do que conquistando... mas isso faz parte do processo político. A livre escolha que tem aqueles que não se dispuseram a colocar o cabresto.

Grande abraço, meus amigos!

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Eleições...

Confesso que fico triste quando visito o facebook e vejo a quantidade de informações pouco confiáveis que circulam na rede, sobretudo tratando do governo da Presidenta Dilma. Não sou tão velho, então o que lembro de governos é de Itamar Franco pra cá. Também para a trás a coisa não fica tão boa, temos Collor, Sarney, os governos militares e por ai vai. O que sei é que nesses últimos 12 anos de governo do PT está sendo empreendida uma verdadeira revolução social. Deixamos de ser o "país do futuro" e passamos a cuidar do nosso presente, tudo isso com grandes investimentos em infra-estrutura, educação, assistência social e saúde.

Se me perguntarem se acho o governo do PT perfeito, certamente responderei que não. Tenho minhas críticas, observações, discordâncias, normais do processo democrático. Contudo estou certo que é o melhor e mais comprometido governo que tivemos. 

Precisamos mudar? Sim, precisamos. É necessário mudar o modo de ver a política e de participar dela. Para compreender as relações políticas de nosso país é fundamental ter em conta todos os fatores envolvidos, em especial o papel da mídia que, como todo mundo, tem lado.

A mudança tem que começar em nossas cidades, com vereadores, prefeitos... depois nos estados com deputados, senadores e governadores. Ainda estamos submetidos à política patriarcal/familiar. Ontem assistindo ao horário eleitoral percebi ainda mais isso. Vejam só:

Sandra Rosado, Larissa Rosado, Fafá Rosado, Betinho Rosado, Leonardo Nogueira (marido de Fafá), Garibaldi Alves, Walter Alves, Henrique Alves, João Maia, Zenaide Maia, Ricardo Motta, Rafael Motta, José Agripino Maia, Felipe Maia, Antonio Jácome, Jacó Jácome, Wilma Maia, Márcia Maia... e por ai vai...

Complicado não? Falamos em mudar o que está dando certo, digo isso porque estou certo que o governo do PT está dando muito certo. Estamos mudando na educação, na geração de emprego e renda, na saúde, na distribuição de renda, na economia, no acesso a bens e serviços pelas camadas mais humildes da sociedade. Tudo isso em pouco tempo se compararmos o que foi feito antes.

Agora se queremos mudar mesmo, precisamos mudar primeiro essa turma que citei acima, já que são eles que implementam OU NÃO as ações do governo federal em nosso RN. Mudar o que está dando certo e não mudar o que sempre deu errado é uma contradição sem tamanho não? Precisamos nos informar mais, saber o que o governo de fato está fazendo. Fico inconformado quando vejo as notícias que a inflação tá muito alta e quando vou verificar os dados ela está ABSOLUTAMENTE CONTROLADA. É preciso compreender esse processo e o papel de cada ente nele para não nos transformarmos em papagaios da mídia como sempre foi grande parte da população brasileira.

Defendo mais mudanças sim, assim como Lula a Dilma tem mudado nosso país. Quero mudar ainda mais reelegendo nossa Presidenta Dilma 13. Quero mais mudanças, mais futuro!

Veja o que nos diz o Lula:

video



segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Política em Portalegre...

Dormi chateado, decepcionado com o que ouvi e li. Pensei em acordar cedo e "descer a lenha", mas um boa noite de sono me fez refletir sobre minhas convicções e sobre o papel do Voz da Serra. Sempre utilizei esse espaço para expor minhas opiniões políticas, não será dessa vez que  descerei ao nível daqueles que não tem opinião própria.

No difícil momento pelo qual passa o RN, de pronto nos vem um questionamento: A (ao) que (m) ser leal? Para mim não é tão difícil responder, não preciso perguntar aos meus "gurus" para onde ir. Aprendi, desde os quatorze anos, quando deixei a casa de minha mãe, a me virar sozinho, ter opinião própria.

Um político deve lealdade ao povo e mais ninguém. É eleito para representar o sentimento, a insatisfação daqueles que não tem força suficiente para fazer ecoar suas angústias e reivindicações acerca do que é público. Em outra via, em nossa sociedade, grande parte dos políticos colocam seus interesses acima de tudo, subjugam seus valores, passam por cima do mundo, se preciso.

 Recentemente me foi enviado um vídeo que segue abaixo:



Em Portalegre, se passou por cima de "pau e pedra" para ser leal a Agripino Maia. Depois de ver esse vídeo, faça seu julgamento de quem merece lealdade.

Como já disse várias vezes, o político que caminha de braços dados com o povo, entendendo seus anseios, hoje é exceção. Tenta-se a todo custo remoer a velha política do voto de cabresto. A cada quatro anos envolvem toda a população em uma verdadeira guerra. Acusam os adversários, verdes ou vermelhos, de cometerem as maiores atrocidades no trato com a coisa pública. Tempos depois estão lá aliados, juntinhos, e o povo feito de palhaço como sempre... só serviu de massa de monobra.

Talvez por isso o jornalista César Santos, em seu blogue, tenha dito que são todos farinha do mesmo saco. E são sim, mais do mesmo, não representam nada de novo. São aliados e inimigos circunstanciais, fazem a política de ocasião que tanto criticam quando é conveniente.

Quando se fecham os acordos políticos o que menos interessa é o povo. É por isso que nosso RN está entre os mais atrasados do país. Ainda vivemos o coronelismo escancarado protagonizado por Alves e Maias. Somos tratados como idiotas quando ouvimos Henrique Alves, Geraldo Melo, Garibaldi Alves, Wilma Maia, José Agripino e a trupe completa afirmarem que representam a MUDANÇA para o RN. Governaram nosso RN desde sempre. Estiveram no governo da Rosa durante mais de três anos e agora dizem ser o diferente, o novo.

Somos seres políticos, mas não se vive de política, salvo os políticos profissionais que se submetem à tudo e todos em busca de seus interesses. Não estou disposto a jogar esse jogo desleal, antes prefiro a vergonha na cara, a dignidade e o amor próprio.

Não preciso repetir o que todos já sabem que foi feito em Portalegre. O quanto certas atitudes foram desrespeitosas. Mas cada um faça seu julgamento. Entendo que as lideranças devem refletir o desejo da maioria e não impor sua vontade, fazer com seus acordos sejam empurrados na goela do povo a ferro e fogo.

Quem muda de direção como o vento não me representa. É preciso ser diferente, fazer diferente, remar contra a maré. Não basta defender mudança, tem que ser a mudança, ter atitude.

sábado, 16 de agosto de 2014

O Bacurau Getúlio Rêgo tenta passar por cima da opinião da oposição de Portalegre e impor apoio a Henrique

Não sei por que, mas ainda fiquei surpreso com a postura de Getúlio Rêgo hoje em Portalegre. Mesmo sabendo da vontade do grupo de oposição a administração portalegrense de NÃO apoiar Henrique Alves, Getúlio tem tentado A TODO CUSTO impor o apoio a candidatura de Alves.

Quem esteve na reunião relatou que o tom foi desrespeitoso e agressivo. Até Felipe Maia, àquele que ninguém viu a cara na eleição passada em Portalegre, usou da palavra para "descascar" Rosalba e Robinson Farias.

Getúlio colocou na mesa e quis cobrar "faturas atrasadas" de José Augusto. Baixou-se o nível a ponto de se falar em indicações para oportunidades de emprego. Não houve qualquer espaço para divergência, discordância, o Deputado, dono da razão e sua trupe, passou como um trator pregando a conversão de adversários ferrenhos em parceiros circunstanciais. Para quem não faz política de ocasião, o discurso não colou.

Durante a tarde visitei José Augusto e o encontrei contrariado, extremamente abatido, com os olhos ainda vermelhos, fala relutante e mais uma vez decepcionado com aqueles que ele sempre apoiou.

Não é segredo para ninguém que a grande liderança da oposição de Portalegre é José Augusto. Durante a eleição passada, no frigir dos ovos, o apoio externo que recebemos foi "muito pouco ou quase nada".

Tentaram hoje, transformar José Augusto em um menino de recado, sem opinião e manobrado pelos outros. Tentam, como os adversários fazem, desmoralizá-lo perante todos aqueles que acreditam que se pode fazer política de forma diferente, sem atender a conveniências, com opinião própria e responsabilidade.

Talvez esses  impositores não saibam que aos poucos se reduz o espaço de quem tenta se impor de forma anti-democrática. De quem não respeita as particularidades e acima de tudo as pessoas de bem. Estão tentando fazer com que o "acordo de gabinete" se imponha sobre a vontade do povo de Portalegre que tem José Augusto como grande líder político.

Repito agora o que disse a José Augusto e a vereadora Chiquinha: Qualquer liderança da oposição portalegrense que pedir voto para Henrique Alves, nunca mais terá um voto meu. Também não terá o meu respeito. Serão pessoas sem posição, opinião própria. Serão mais do mesmo, manobrados e submissos. Queremos políticos que representem o sentimento do povo, não aqueles que se acham donos da razão e colocam seus interesses pessoais acima de tudo.

O DEM é um partido falido, fadado a deixar de existir, recheado de lideranças arcaicas e ultrapassadas. Representa a nível nacional o que há de mais atrasado na política. Já disse a José Augusto e repito quantas vezes puder: Esse não é o partido para você, não é o seu partido, não tem nada a ver com o que você defende, com o que você me disse defender.

O pior é que ainda temos os abutres, àqueles que ficam cercando de um lado para o outro, como que desentendidos, esperando as sobras, o espólio que será deixado por José Augusto. Nessas horas é preciso ter vergonha na cara, ser homem, ter posição, não se dobrar. É na luta, nas grandes adversidades que reconhecemos as verdadeiras lideranças.

Espero que o povo cobre sua fatura também. Conclamo todos aqueles que são contrários a essa imposição a vestirem-se de vermelho e iniciarem a campanha contrária a candidatura de Henrique Alves e dona Wilma Maia em Portalegre.

Queremos reunir todos aqueles que não votam em Henrique, desde os eleitores da Simone Dutra, Robério Paulino e o Robinson. É preciso mostrar a quem pensa diferente que o povo não é gado que se serve de qualquer coisa. O povo quer a mudança e não a falsa mudança defendida pelo bacurau-mor Henrique Alves.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

José Augusto mantém palavra, acompanha seu grupo e não votará em Henrique


Foto: Cirios Vanucci


As informações que nos chegaram, hoje pela manhã, dão conta que não foi fácil a reunião que aconteceu, ontem, em Portalegre. Lideranças locais reuniram-se, na casa de José Augusto, com o deputado Getúlio Rêgo, para definir o posicionamento do grupo acerca das eleições desse ano.


Pelo que soube, mesmo respeitando quem pensava diferente, Getúlio tentou, a todo custo, convencer seus aliados a votar e fazer campanha para Henrique Alves. Contudo, pelo menos em Portalegre, a coisa não deu muito certo. Grande parte das lideranças deixaram clara a impossibilidade de apoiar o líder bacurau.

A postura de Getúlio em Portalegre explica a demora de seus liderados em Pau dos Ferros e Riacho da Cruz em se posicionar. Conversei, aqui em Pau dos Ferros, com diversas lideranças, recebi a informação de que se Getúlio continuar insistindo no apoio a Henrique por aqui a coisa vai ficar feia. Tudo isso porque o grupo situacionista e suas lideranças já se posicionaram, quando da vinda de Robinson Farias ao município.

Em Riacho da Cruz, na minha opinião, a coisa fica mais feia ainda. Um possível apoio de Bernadete para Henrique significa quase um suicídio político. A união de adversários ferrenhos em torno de uma candidatura bacurau, de certo, enfraquecerá a prefeita que enfrenta, pela primeira vez, forte oposição. Some-se a isso o fato de Marcos Aurélio, ex-prefeito da cidade já ter anunciado aos quatro ventos (como noticiou a jornalista Thaisa Galvão) que não apoiará Henrique.

Convém dizer que me parece estranha a insistência ferrenha de Getúlio, já que desde o início ele havia afirmado que respeitaria as especificidades de cada município. Bem verdade que ele tem respeitado, mas não tem vendido fácil o peixe. O deputado tem seguido a risca a cartilha escrita pelo Agripino Maia.

Para finalizar, gostaria de elogiar a postura de José Augusto que, desde o início dessas discussões, fez questão de tranquilizar seu eleitorado, não arredou o pé e manteve a palavra.